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Vacina contra a dengue não terá impacto imediato, alertam especialistas

O Ministério da Saúde está planejando uma estratégia de vacinação focada em atender os municípios com maior incidência da doença, já que, mesmo com o início previsto da vacinação contra a dengue em fevereiro, os impactos dessa medida preventiva não serão percebidos a curto prazo no Brasil. Especialistas entrevistados pelo R7 destacam a importância de manter e reforçar as formas tradicionais de prevenção da doença.

Devido à limitação na produção, a vacinação contra a dengue atingirá pouco mais de 1% da população brasileira, o equivalente a 2,5 milhões de pessoas, neste ano. O presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Hisham Hamida, ressalta a necessidade de critérios para a utilização da vacina diante da oferta reduzida. Ele destaca que os efeitos da vacina serão percebidos a médio prazo e que é fundamental fortalecer a produção nacional para garantir a segurança na produção.

O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, o infectologista Renato Kfouri, alerta que não se espera uma redução imediata nos casos de dengue no Brasil nos próximos anos. Ele enfatiza que o impacto será regional e pontual, dependendo da estratégia de implementação, adesão da população e capacidade de produção. Kfouri destaca que os cuidados com o mosquito Aedes aegypti continuam cruciais, e a vacina é uma ferramenta adicional para complementar essas medidas.

O infectologista Fernando Chagas explica que a vacina representa a primeira estratégia direcionada ao combate do vírus, enquanto medidas anteriores focavam no vetor, ou seja, o mosquito. Ele destaca a importância de reduzir a circulação do vírus por meio da vacinação, mesmo que inicialmente atinja um número limitado de pessoas. O Ministério da Saúde prevê uma epidemia de dengue em 2024 nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste, com ênfase em crianças e idosos.

O médico Manuel Renato Retamozo Palacios, infectologista do hospital Anchieta de Brasília, destaca a importância da vacina para conter casos de dengue, especialmente em áreas endêmicas. Ele enfatiza que, mesmo com a vacinação inicial focada em grupos prioritários, isso é uma estratégia eficaz para maximizar o impacto da vacinação e reduzir a carga sobre o sistema de saúde.

A doutora Maria Isabel de Moraes-Pinto, infectologista e consultora de vacinas da rede Dasa, destaca que vacinar 2,5 milhões de pessoas pode reduzir significativamente os casos de dengue e hospitalizações na população vacinada. Ela ressalta a necessidade de aumentar a vacinação a médio prazo e de continuar o controle do mosquito Aedes aegypti.

O Ministério da Saúde definiu a priorização da vacinação de crianças e adolescentes entre 6 e 16 anos, denominada Qdenga. A vacina foi incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) no ano anterior, e o laboratório fabricante, Takeda, prevê fornecer 5 milhões de doses em 2024, com duas aplicações por pessoa.

Para além da vacinação, o governo federal destinou R$ 256 milhões para reforçar o combate à dengue em todo o país. O monitoramento em tempo real dos locais de maior incidência das arboviroses é realizado pela Sala Nacional de Arboviroses, buscando direcionar ações de vigilância para os municípios mais afetados. O momento é de intensificar esforços e medidas de prevenção para reduzir a transmissão da doença, destaca o Ministério da Saúde.

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